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Internacionalização de startups: o que é, como e quando iniciar

Internacionalização de startups

Grande parte dos empreendedores — ou todos eles — tem o sonho de ver seus negócios crescerem em escala global. Ainda mais na era da conexão e digitalização, as barreiras culturais, sociais e até mesmo empresariais começaram a se fundir, aumentando a necessidade de os negócios estarem presentes em diversas localidades além de seus países de origem.

Diferentemente de décadas passadas em que internacionalizar um negócio exigia esforços grandiosos, hoje muitas startups já nascem com o DNA global, como é o caso das empresas brasileiras Rocket Chat, que com apenas quatro anos passou a comercializar seus produtos em 150 países, e a Pipefy, que atingiu o público internacional logo na sua criação, atuando hoje em 156 nações.

Que as empresas brasileiras de base inovadora estão atingindo cada vez mais o mercado exterior é um fato, porém para alcançar a dominância internacional é preciso planejamento estratégico e um vasto conhecimento tanto da solução oferecida quanto dos países onde se pretende atuar.

Quer saber mais sobre internacionalização de startups, os benefícios dessa jogada global e os desafios para quem quer ultrapassar limites geográficos? Então, continue a leitura!

Internacionalizar é mais que abrir novas sedes

Indo na contramão do que se pode imaginar, a internacionalização de startups não significa apenas inaugurar novas sedes ao redor do mundo. Mesmo que ao longo do tempo a abertura de novas unidades acabe se tornando algo natural e necessário, internacionalizar um negócio pode significar, entre outros pontos,: 

  • atrair clientes estrangeiros;
  • exportar produtos ou serviços;
  • criar networking com fornecedores, centros de pesquisa, comunidades externas etc.

Ainda, outro ponto relevante em relação à internacionalização de startups é a crescente aceleração do mercado de investimentos. Afinal de contas, negócios tecnológicos inovadores capazes de resolver problemas de quaisquer setores em qualquer localidade do mundo são um grande atrativo para investidores.

Seguindo essa lógica, a internacionalização também significa competitividade e sobrevivência no mercado, possibilitando que a empresa seja vista como referência em seu setor. Além disso, a internacionalização é um enorme diferencial nas estratégias de saída (ou exit) das startups.

Startup pronta para a internacionalização

Mas como saber o momento certo para atravessar as barreiras geográficas? O que fazer se o meu negócio não foi desenvolvido com DNA 100% global? Essas são apenas algumas das dúvidas que todo empreendedor tem ao tratar do assunto, e a resposta pode parecer bem óbvia, mas nada simples: basta analisar o seu negócio e os países-alvo de forma analítica e precisa.

De modo geral, as startups consideradas aptas à internacionalização são aquelas que:

  • apresentam excelentes resultados, seja pela realização de vendas, parcerias, acordos, exportação, entre outros pontos;
  • que desenvolvem uma área internacional por meio de estratégias de internacionalização; ou 
  • melhoram e/ou adaptam seus produtos ou serviços para o mercado externo.

De toda forma, essas startups amadurecem a sua estrutura de negócio e também de produto por meio da base que já foi criada dentro do país de origem, ainda que seja possível lançar um negócio e alcançar mercados externos logo de início, como mostramos no exemplo da Pipefy no introdução deste texto.

Desafios da internacionalização de startups 

Levar os seus serviços ou produtos para outros países requer muito planejamento prévio a fim de evitar multas, processos judiciais e até mesmo descompassos socioculturais, uma vez que cada país tem suas próprias leis empresariais e suas diferenciações comportamentais. Portanto, é preciso se adequar às normas internacionais e fazer com que o seu serviço seja atrativo nos países-alvo.

Antes de tudo, é preciso saber se a internacionalização é o caminho ideal e se há espaço para crescimento em outros países. Nesse momento, é importante dar atenção àquilo que funciona para a empresa, o que não funciona e o que a destaca no mercado. É preciso considerar também a viabilidade financeira para tal decisão, o retorno sobre investimento, o tempo de retorno e outras métricas.

Ainda, é preciso entender como o negócio/solução vai ser desenvolvido internacionalmente. Algumas perguntas importantes são: o produto venderá bem? Há obstáculos culturais que possam impedir o desenvolvimento internacional? O mercado está familiarizado com o produto? Existem leis que possam barrar a internacionalização?

Outra questão relevante é analisar e entender a concorrência internacional, apontando o que fazem bem, como fazem, o que poderia ser melhorado, entre outros pontos. Por fim, é necessário traçar um planejamento detalhado das etapas de expansão, considerando questões financeiras, busca por investidores, contratação de pessoal técnico, regularização de documentos etc. 

Por último, mas de grande relevância, as chances de sucesso da internacionalização são bem maiores quando se tem um parceiro no país de destino, uma vez que ele entende a dinâmica do país, compreende as questões técnicas e legais necessárias para o negócio rodar, além, é claro, de abrir portas para novos fornecedores e clientes. Com o apoio de profissionais especializados em internacionalização, sua empresa consegue alcançar melhores resultados e mitigar riscos.

Benefícios de internacionalizar sua startup

Os benefícios de se ter uma atuação global são muitos e, o mais importante, é que a soma deles tem um grande impacto no aumento do valor de mercado da startup. Com a estratégia de internacionalização, é possível ampliar o número de clientes, ter acesso a recursos disponíveis a nível global, conquistar novos mercados, aumentar as oportunidades de investimento direto, gerar receitas em moeda estrangeira, além de ganho de diferencial competitivo e melhores oportunidades de exit. 

Sendo assim, a internacionalização de startups é uma estratégia buscada por muitos empreendedores, principalmente no mundo digitalizado em que vivemos, afinal essa é uma maneira de ganhar autoridade e manter a competitividade do negócio. Contudo, as startups precisam partir de um estágio consolidado, com disponibilidade de recursos financeiros e conhecimento do mercado de destino, além, é claro, do assessoramento de profissionais especializados.

Quer conhecer mais sobre internacionalização de startups? Assista ao webinar no YouTube apresentado pela FCJ USA.

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